Veludo e Farpas

Varyllah

Yeah
No escuro eu brilho baixo, mas eu brilho
Uh

Teu nome na tela é chuva em neon
Eu finjo que não, mas meu peito responde
Eu digo tô bem com a voz toda doce
Por dentro é sirene, é guerra, é overdose
Teu carinho vem leve, depois vira peso
Me beija com pressa, me deixa em silêncio
Eu visto coragem, mas cai no começo
Eu sou veludo pedindo um endereço

E eu odeio o quanto eu sei de cor
O jeito que você some sem dizer amor
Se eu te encaro, eu desabo
Se eu te largo, eu te chamo

Eu te amo e eu te quebro em mim
Tua falta é um riff que não tem fim
Eu grito teu nome pra me ouvir
Mas a minha voz volta pra me ferir
Cê me dá céu e depois faz chover
Veludo e farpas, eu não sei escolher
Se é pra doer, deixa doer de uma vez
Me beija, me esquece, me salva, talvez

Na festa eu sorrio, mas não me convenço
Te procuro em todo rosto, em todo incêndio
Meu peito bate fundo com a saudade
E a tua ausência ressoa pela cidade
Eu devia ir embora, virar a página
Mas tua memória assina minhas lágrimas
Eu falo de amor como quem desafina
Bonito por fora, por dentro ruína

E eu prometo que eu vou me escolher
Mas quando você chega eu esqueço de ser
Se eu te encaro, eu desabo
Se eu te largo, eu te chamo

Eu te amo e eu te quebro em mim
Tua falta é um riff que não tem fim
Eu grito teu nome pra me ouvir
Mas a minha voz volta pra me ferir
Cê me dá céu e depois faz chover
Veludo e farpas, eu não sei escolher
Se é pra doer, deixa doer de uma vez
Me beija, me esquece, me salva, talvez

Eu não sou tua pausa
Não sou teu quando der
Eu sou maré que não se doma
Sou fogo pra renascer
Se o amor é pra ser casa
Não pode ser porão
Eu mereço luz no peito
Não migalha na mão

Eu te amo mas eu volto pra mim
Não vou ser teu vício sem fim
Eu grito meu nome pra me ouvir
E dessa vez a dor vai desistir
Cê me deu céu e depois fez chover
Agora eu danço na chuva sem você
Se era pra doer, doeu, eu sei
Eu me beijo, me escolho, me salvo, amém


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