Andei muito tempo trancado na sombra do medo
Guardando a poeira da estrada e o meu segredo
Mas a voz do deserto me chama pro rumo certo
Dizendo que o homem de fé vive em livro aberto
Não é se expor pro julgamento do mundo lá fora
É ter a coragem de olhar pra si mesmo agora
Se eu fecho as páginas da alma e vivo escondido
Fico no escuro do peito sozinho e perdido
Não vejo meus erros, não sinto a luz da verdade
Viro um prisioneiro da minha própria vaidade
O livro fechado impede a visão do espelho
E a gente se perde no meio do mar vermelho
Abre as páginas da alma e deixa o vento entrar! (Deixa entrar!)
É o olhar do Criador que vem nos clarear! (Vem clarear!)
Sem mistério ou segredo diante do Redentor
Um livro aberto curado pelo Seu amor!
A capa pesada caiu e a escrita clareia
A tinta da graça desmancha o pecado na areia
Eu leio os meus passos, aceito a lição da jornada
A mente bem lúcida segue por essa estrada
Quem anda na luz não teme o que vai se ler
O livro foi feito pro próprio autor compreender
Se fechar é morrer! (Na escuridão!)
Se abrir é viver! (Na salvação!)
Deus lê cada linha! (Sabe quem sou!)
Na poeira da estrada! (Sua mão me achou!)
Não vivo escancarado pra praça julgar
Mas pro meu próprio espelho poder enxergar!
Abre as páginas da alma e deixa o vento entrar! (Deixa entrar!)
É o olhar do Criador que vem nos clarear! (Vem clarear!)
Sem mistério ou segredo diante do Redentor
Um livro aberto curado pelo Seu amor!
Livro aberto na mesa do Pai
A poeira do medo já se vai
Luz no caminho