Meu Velho Amigo

Valdiner Pereira

Meu velho amigo, eu te desejo o vento
Que limpa a poeira das estradas vãs
A calmaria que acalma o pensamento
Nas primeiras horas de todas as manhãs
Te desejo o rio que corre sem pressa
Sabendo o caminho que vai desaguar
E a velha certeza de uma promessa
Que o tempo não pode jamais apagar

Eu te desejo a vida em fartura
Abençoada com o cheiro do chão!
A mão que protege, o abraço que cura
E as coisas simples no teu coração

Te desejo a sombra da árvore antiga
Onde a nossa história fincou a raiz
A voz que conforta, a prosa amiga
O orgulho sincero de ser quem se quis
Que o frio da noite não mude o teu rumo
Que o fogo do peito te sirva de guia
Pois mesmo se o mundo perder o seu prumo
Tua fé será farol, será tua vigia

Eu te desejo a vida em fartura
Abençoada com o cheiro do chão!
A mão que protege, o abraço que cura
E as coisas simples no teu coração

E as coisas simples no teu coração
Abençoada com o cheiro do chão


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