Esquece o Relógio, Que a Vida É Agora

Valdiner Pereira

Minha eterna companheira, o tempo passou
Cabelo branco e a sabedoria que a vida deixou
Não importa a estrada que ficou para trás
O que vale é o agora e a nossa santa paz
Olho pro lado e vejo o nosso pedaço de chão
Onde a convivência é a maior riqueza do coração
Nossa filha querida e a nossa neta de luz
Abram a porta do rancho que a gente conduz

Nossa morada é abençoada com o clima da serra
Tem fartura de tudo brotando da terra
No pomar tem laranja, jacarandá no quintal
O perfume do cravo e o ouro do cacaual
Aqui nunca falta nada, a mesa é sempre cheia
A água é limpa e a Lua de noite clareia
E se faltar qualquer coisa, no estradão a gente vai
Na cidade bem perto se compra e o aperto sai

Vem sentar na varanda, minha meiga senhora
Esquece o relógio, que a vida é o agora!
Tenho a viola pro canto nas noites de luar
E o abraço da neta que vem nos ninar
Esse lar é pequeno pro mundo, mas grande pra nós
Onde o tempo descansa ouvindo a nossa voz

A pimenta-do-reino cresce forte no galho
O velho peão tem vigor no seu trabalho
Mas o que mais me importa nessa caminhada
É ver nossa família rindo na mesa sentada
A neta de coração corre solta no terreiro
Trazendo a infância de volta pro rancho inteiro
Deus abençoou nossa lida e o nosso abrigo
Obrigado, meu amor, por viver isso comigo

Vem sentar na varanda, minha meiga senhora
Esquece o relógio, que a vida é o agora!
Tenho a viola pro canto nas noites de luar
E o abraço da neta que vem nos ninar
Esse lar é pequeno pro mundo, mas grande pra nós
Onde o tempo descansa ouvindo a nossa voz

Nossa filha, nossa neta, nosso laranjal
A vida é farta no meu quintal
Se faltar qualquer coisa, a cidade está ali
Mas o que eu preciso, eu já tenho aqui


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