Caminho da Terra e Tempo

Valdiner Pereira

Meu velho amigo, eu te desejo a estrada
E a calmaria de um fim de tarde
Que a tua vida seja abençoada
E o peito limpo de toda vaidade

Te desejo a chuva caindo na telha
Molhando a terra pro trigo brotar
E a luz do Sol que na mata espelha
Pra dar coragem de recomeçar

Eu te desejo a vida longa e desmedida
Abençoada com o cheiro do chão
A paz de espírito na tua lida
E as coisas simples no teu coração

A paz de espírito na tua lida
E as coisas simples no teu coração
Eu te desejo o voo do carcará
Olhando as águas lá do alto do céu

E que a tua fé te ajude a caminhar
E tire dos olhos qualquer amargo véu
Mas se o inverno trouxer a geada
E a melancolia quiser te abraçar

Que o fogo de chão clareie a jornada
E a Lua cheia venha te ninar
Eu te desejo a vida longa e desmedida
Abençoada com o cheiro do chão

A paz de espírito na tua lida
E as coisas simples no teu coração
A paz de espírito na tua lida
E as coisas simples no teu coração

Te desejo o abraço que cura a ferida
Poesia pura que o tempo guardou
Peito de homem que enfrenta a vida
Voz de pai firme e o olhar de avô

Peito de homem que enfrenta a vida
Voz de pai firme e o olhar de avô
Eu te desejo a vida longa e desmedida
Abençoada com o cheiro do chão

A paz de espírito na tua lida
E as coisas simples no teu coração
E as coisas simples no teu coração


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