Quando o galo preto rasga a madrugada
A porteira geme sem ninguém tocar
A vela acesa dança contra o vento
O primeiro aviso começou a chegar
Na porteira a pemba risca o chão
A vela acesa nunca treme em vão
O primeiro canto rompe a escuridão
E Exu já conhece cada intenção
Acenderam vela
Mas a chama não firmou
Mandaram demanda
No caminho se quebrou
Chamaram meu nome
O galo cedo avisou
Mas esqueceram
Quem responde é Exu doutor
Exu avisou
O galo cantou
Toda demanda lançada
Exu me livrou
Laroyê
Mojubá
Na força da encruzilhada
Exu veio guardar
O galo canta
Exu avisa
O galo canta
Exu avisa
Podem fazer a roda que quiserem
Acender vela contra meu caminho
Quando a madrugada encontra meu nome
Exu já chegou faz tempo sozinho
Podem mandar o que for na calada
Nenhuma demanda encontra meu chão
Quem bate de frente com meu guardião
Volta sem resposta
E sem direção
Não temo a sombra
Quem guarda meus caminhos conhece a escuridão
Não temo demanda
Quem firma minha porteira desfaz toda intenção
Não temo a inveja
Porque Exu transforma teu veneno em proteção
Exu avisou
O galo cantou
Toda demanda lançada
Exu me livrou
Laroyê
Mojubá
Na força da encruzilhada
Exu veio guardar
Exu avisou
O galo cantou
Toda demanda lançada
Exu me livrou
Laroyê
Mojubá
Na força da encruzilhada
Exu veio guardar
O galo canta
Exu avisa
O galo canta
Exu avisa
Laroyê
Mojubá