Correntes de Ar

Sofia Freire

Toda pedra sonha
Em um dia ser pó
Dia em que cria asas
E sobre as casas
Vadeia com os vendavais

A cigarra canta
Não pelo o que tem
Na garganta e voa
Mas sim pela voz
Que traz no nome
E soa
Que traz no nome
E soa

As aves voam
Não pelo que têm de penas
Mas pelos sonhos dos ventos
O vento voa
Não por ser livre e sem peso

Como se sente estar
Mas por ser sempre preso
Às correntes de ar


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