Última Hora

Sociopata

Somos cegos que enxergam
Surdos que ouvem
Olhamos e ouvimos apenas o que nos seja
Conveniente

Escutamos e ouvimos
Apenas aquilo que nos seja agradável
Não conseguimos ver longe nem escutar
Com sabedoria o soar

Do trovão que vem do horizonte
Corremos para recolher a criação
Apenas quando as primeiras gotas fortes de água
Nos surpreendem no impacto com o telheiro

Cegos da última hora
Surdos da última hora
Cegos da última hora
Surdos da última hora

O céu já está escuro
O vento já anuncia a chuva
E nós, invigilantes nos deixamos ficar
Na situação daquele que espera o inevitável

Para adotar as medidas
Que já poderiam ter evitado
Toda a correria da ultima hora
Muitas vezes inútil e funesta

Cegos da última hora
Surdos da última hora
Cegos da última hora
Surdos da última hora


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