Pobre Que É Pobre Lambe a Tampa do Iogurte

Sergio Geleia e Os Selvagens Civilizados

Você é pobre, pobre, pobre, de marré, marré, marré!
Você é pobre, pobre, pobre, de marre, dê, si!
E isso é muito fácil de perceber,
É só olhar as coisas que você anda por aí a fazer:

Pobre toma cerveja no copo de requeijão,
Pobre coloca Bom-Bril na antena da televisão,
Pobre tem celular, mas liga do orelhão;
Pobre vai pro trabalho cochilando no busão.

Toma sol atrás da casa, o Sábado inteiro;
Pra caneta voltar a escrever, esquenta a ponta com o isqueiro;
Pobre seca o seu tênis atrás da geladeira
E no açougue, imposta a voz pra pedir carne de primeira;
Usa um pregador de roupa pra fechar o saco de feijão
E na porta do banheiro, coloca um pano de chão.
Desculpa eu te avisar, mas você é pobre, meu irmão!

Você é pobre, pobre, pobre, de marré, marré, marré!
Você é pobre, pobre, pobre, de marre, dê, si!
E isso é muito fácil de perceber,
É só olhar as coisas que você anda por aí a fazer:

Pobre faz a barra da calça usando fita crepe,
Pobre sempre chega atrasado e mente pro seu chefe,
Quando o preço do Kilo assusta o pobre pela altura,
O pobre fala que é dieta e enche o prato de verdura.

Guarda a cueca furada pra passar cera no carro,
Usa casca de mexerica pra bater cinza de cigarro,
Usa pet de 2 litros pra por água na geladeira
E no forno, o pobre guarda o óleo usado, na frigideira.
Vai comprar roupa, não leva nada, mas experimenta uma porção,
No fim, a camiseta velha vai virar pano de chão
E você tenta parar, só que ser pobre é maldição.

Você é pobre, pobre, pobre, de marré, marré, marré!
Você é pobre, pobre, pobre, de marre, dê, si!

Pobre é foda mesmo, vive falando que não tem nada, mas depois da enchente, diz que perdeu tudo!?


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