Maldita noite que veste essa carne fraca
De sua alma maculada, sai a caça, o ser humano e sua maldade
Quem tanto temem, acaba por derramar lágrimas
Vendo a sua própria desgraça, paranoia que aflinge má deidade
Ouça o seu ego chamar, ouvirá na lamúria do expurgo
Purifique para nos salvar, diz em lamento, o seu próprio mundo
Desespero e ignorância sem pudor irão os saciar
É por defesa ou só por prazer que sobre corpos, seguem a dançar?
Se odeiam tanto
Dê o medo ao homem e um incentivo de abranger sua escuridão
Tornando toda violência em uma plausível solução
Irracional, enquanto a causa os observa se matar
Seja sal se olhar pro outro, vem dilúvio a que amar
Fazem de tanta pilha de vida inocente, um sinal de progresso para se confortar
O massacre entre iguais deixou de ser saída já não é pretexto pra se alimentar
Se banhando no ódio, erga o troféu tão podre que sua raça fez
Chega a ser irônico, um demônio ser muito mais humano do que todos vocês