O certo era amar, libertà
Ave livre pra voar, vivéras
Pisando sobre as nuvens, absorvendo o que observa
Sentindo o vento soprar em favor das asas
Meu erro foi acreditar que a cura do meu vício era se entregar
É que eu insisto em acreditar que o amor é a herança pra essa nova era
Sozinho vou a qualquer lugar, a desvendar os mistérios dessas terras
Conhecer e compreender, pra então poder julgar
E chegar na conclusão de que a vida é uma Divina Comédia
Gosto de pensar que a Lua ainda está lá, mesmo quando eu não a vejo mais
Recolho as asas pois voar hora cansa e ao pousar
Ore criança e peça a bênção de seus pais
Antes das pálpebras fecharem, indesejáveis palpitares
Enigmas do amor jamais decifrados
Enquanto as pernas caminharem, pese o peso dos pesares
Tropeço nas minhas próprias dores, sonhos morrem ao não serem vividos
O mesmo segundo pra todos, um minuto entre muitos
Meu mundo muda ao se perder entre tantos outros mundos
Estando acredito num ciclo e todo fim, na verdade, é outro início
Abre-se as portas da mente, até onde a gente entende
A vida é movimento constante dos vícios
Os caminhos que traçam as linhas da minha história
Fracassos e vitórias nos baús das minhas memórias
Me lembro claramente de quando era doente
Ignorava o chamado por não sentir como agora
Arrombo as portas, exploro a consciência
Das verdades que apontaste, só o adeus me foi sincero
Escalo a corda, nenhum sonho é impossível
Quem soltou-a lá das nuvens ao universo paralelo?
Paraíso adulterado, meio de atuação ainda apegado ao passado
Fácil de enganar com seu sorriso
Mas está errado se pensa que me contento com isso
É pouco todo ouro dessas terras
Subcultura da minha tribo, é o tesouro que ainda há nela
Abro caminho nessa floresta de pedras, enquanto os anjos me sussurram
Atravesse com as próprias pernas