Para O Meu Consumo

Multiverso Digital

A alquimia poética a que me sujeito
Dissolve os entraves a que sou exposto
Dela extraio a essência na tolice
E a simplicidade na tolerância

Na magia compreendo, a visão múltipla
Da cegueira em que se vê o mundo
A pedra, o fogo e o verbo misturo
Nasce a poção que contém o vírus

Contamina a linguagem do ofício
Incomunicabilidade humana
A poesia inumana que mumifica a mesmice
É a inteligência da própria burrice

Sandice alcoólica da suprema desigualdade
Conspiração da mediocridade
Metáfora de um espaço fechado
Contrário do lugar comum

Malabarismo diabólico da razão
Malícia humana do subterfúgio
Anomalia psicológica
Independência química

A magia que pensei haver nos meus versos
Serviu apenas para o meu consumo


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