Julgamento

Mirene Cardinalli

Eu sou a ré no tribunal mais estranho
Que pode haver
Eu sou a ré dum crime sem ter tamanho
No meu viver

Matem em mim
Com requintes de violência
A sensatez da consciência
Para viver sem lei nem norte

Matem em mim
Quanto de bom existia
Movida pela cobardia
De enfrentar minha má sorte

Hoje sou juiz
De mim mesma e por meu mal
Não sei qual seja afinal
A pena para uma falhada

Hoje sou juiz
E vivo na indecisão
Com esta interrogação
Estou inocente ou culpada?

Hoje sou juiz
De mim mesma e por meu mal
Não sei qual seja afinal
A pena para uma falhada

Hoje sou juiz
E vivo na indecisão
Com esta interrogação
Estou inocente ou culpada?
Estou inocente ou culpada?
Estou inocente ou culpada?


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