Tambores de Juriti

Marco Freire

Nas profundezas do ontem
A mata era infinita
A seca invadia o mundo
O mundo dos Jurunas

Juriti, a guardiã das águas
Em seus tambores velava
O fluido da vida

Os filhos de Sinaã
Desconformes com a sede que assolava
As noites e as amanhãs
Quebraram os tambores da ave columbídea
E foi aí que o pesadelo começou

E juriti um bicho virou
Um peixe dos tambores despertou

Engoliu Rubiatá
Que nas águas formará
O Caminho Xingu ao imponente Amazonas

Rubiatá, em forma de gente
Soprou ferozmente
Largueando o Rio e transformando o grande Rio Mar

Guardiões da vida
Tambores de Juriti
Elementos da vida
Tambores de Juriti


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