Uma Carta

Lucas Hakai

Vim pra vingar os ancestrais, sou Frank Castle com o mic
Torcendo "pras" minhas ideiás valerem mais que esses nike
Na cabeça dos moleque, mais do que esses aba reta
Entende! Nem sempre "tá" certo aquele que acerta
O mundo "tá" bagunçado, igual quarto de adolescente
Essa bagunça nem se compara a 1/4 da minha mente
Crianças, balas no pente, serpentes no pé de ouvido
Pesadelos ganham vida e eu nem lembro de ter dormido
Pecado é passar fome, honrar seu nome é o que interessa
Sem tempo pra outra opção, já que o mundo aqui tem pressa
Mete as "peça" nesse jogo pra fechar o quebra-cabeça
Somos filhos da vida, não importa o que aconteça
Aqui nada mudou, só as estações, corações tão no inverno
Não é o calor que me faz crer que "tamo" no inferno
Falharam na missão: "destruição de sonho em massa"
"Tô" vivo e a queima de arquivo não exterminou minha raça
Escrevo essa carta como um alerta pra esperança
Que quando morre só deixa o ódio como herança
Se penso logo existo, eu sinto pra viver mais do que existo
Instinto! Onde o sentimento ta extinto
Me perco em poesias que escrevo como uma rota
De fuga nessas "madruga" em que a verdade me sufoca
Ninguém nota além das nota, para além do capital
Sendo empurrados para o fim, vendados com o carnaval
Olhares já não dizem nada, são mudos por não enxergar
Que botar preço nas coisas irmão, não é valorizar
E que tudo que "cê" faz tem sim uma consequência
E entre escolher e ser escolhido há uma grande diferença
Não sei mais no que crer, se tudo aqui é divisão
O mundo é um grande labirinto e a saída é a união
Segundo o coração a fundação nunca foi casa (nem lar)
Então não se espante se ver os "colchão" em brasa.


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