Juursou
Estou aqui, olha lá, meu pôr do Sol
Meu horizonte, sem cor, sem amor, vazio
Eu e meus vazios, impreenchíveis
Eu e meu vazios, impreenchíveis
Na rua feito um cão, vira lata, vou sem destino
Qualquer caminho, tô vendo nada, ó vira lata
Virando corpos, virando cama, virando taças
Esqueci quem sou, nem lembro mais de onde
Eu vim, na madruga varada, virando o louco
É pouco pra mim
É que eu detesto tédio, alegria frenética
Só presta se for assim
Correndo em cada carreira, uurh, um teco
Não négo, estico a vibe, inimigo do fim
A noite é uma criança, sinto que também sou
Necessito de colo, de afeto, de amor
Intenso? Talvez, insaciável
Só paro quando a carne bréca
Me diz: É mal querer demais?
Sinto que meu corpo é pouco
Eu quero mais
Eu e meus vazios, impreenchíveis
Eu e meu vazios, impreenchíveis
Me diz onde vou parar
Se detesto paradas
É como se meu corpo rastejasse
Enquanto minha alma vaga
Ela voa longe, distante de mim
Mas ao mesmo tempo
Parece que tô lá não tô aqui
Meu corpo ali vazio, adentrando casas
Visitando corpos, lotado por fora
Mas por dentro vazio
Mergulho tão rasos, sorrisos superficiais
Preenchendo vazios com coisas artificiais
Buscando um canto, um acalanto
Eu não me canso, entretanto eu entrei
Tanto em tanto canto que já não
Seu mais quem sou