Fêmea Livre

Kiko di Faria

Eu sou livre! Eu sou fêmea!
Eu sou livre! Eu sou fêmea!
O mundo me teme, quer me calar
Mas eu rujo viva, sem me curvar!

Nasci no silêncio que impuseram
Gestos contidos, voz abafada
Mas sinto o fogo que não rende à doma
A mulher selvagem que acordou agora
A mulher selvagem senhora das horas

Eles temem o que não controlam
Minha dança, meu brilho, meu poder
Mas eu avanço sem pedir licença
A fêmea clama: Liberdade quero!
Eu sou aquela, que só posso ser

Eu sou livre! Eu sou fêmea!
Eu sou livre! Eu sou fêmea!
O mundo me teme, quer me calar
Mas eu rujo viva, sem me curvar!
Eu sou feminina, a face do divino
Eu sou em mim e em ti
Sempre o que sou... Chorando ou sorrindo

Não me cabe no molde pequeno
Que o medo dos outros desenhou
Sou mistério, força, desejo pleno
Mulher inteira que o mundo não coube

Tirem as grades, quebro as correntes
Minha voz é trovão, meu passo é maré
O que me teme, que fuja depressa
A fêmea se mostra, revela o divino feminino
Sem se conter!

Eu sou livre! Eu sou fêmea!
Eu sou livre! Eu sou fêmea!
O mundo me teme, quer me calar
Mas eu rujo viva, sem me curvar!
Eu sou feminina, a face do divino
Eu sou em mim e em ti
Sempre o que sou
Chorando ou sorrindo


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