Alza, Manolita (As Cartas Não Mentem Jamais) (II)

Francisco Alves

Um dia vem um chamado e o toureador foi a Madri
O coração abalado de Manolita ficava ali
Cacilda, rival nos amores, de Manolita quer se vingar
E para causar dissabores, mil falsidades lhe vem contar
Teu Pedro não morre de amores por ti
Chamado por outra vai ele a Madri

Alza, não posso acreditar que Pedro vá me enganar
Meu Pedro, minha querida, jurou ser meu toda a vida
Enquanto vida ele tiver
Não será de outra mulher
Vá a cartomante e verás
Que as cartas não mentem jamais

Diz os jornais de Madri uma notícia de entristecer
Pedro na praça dali fora ferido e estava a morrer
Manolita corre chorosa
A cartomante foi consultar
E diz-lhe a tremer, suspirosa
Vê se meu Pedro pode escapar

A velha, tremendo, seu peito lhe estala
As cartas revendo, tristonha lhe fala
Alza, alza, Manolita, tudo na vida passará
Teu Pedro, minha querida, foi teu somente na vida
Eis o valete a nos dizer, teu Pedro acaba de morrer
Reza por ele na paz que as cartas não mentem jamais


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