A vida é um eterno sonho
Cheio de contradições
Pra uns é um poema tristonho
De dor e desilusões
Pra outros um paraíso
Onde, num dia infernal
Do ouro se perde o siso
Impera o gozo banal
E de um lado há gemidos
Há tristeza e há miséria
São contrastes atrevidos
De uma vida deletéria
Enquanto do outro há vaidade
Há opulência, hipocrisia
Erguendo a taça da maldade
Na bacanal da ironia
Ah, tudo passa na vida
Feliz de quem tu te esqueces
E pra tua alma guarida
Ajuda a luz de uma prece
Que tornem [?] e transforma
Do coração as fraquezas
Que docemente conforta
Da vida todas tristezas
[?] de dor ferido
De cruéis incertezas
Vive o mundo mesquinho
Com absurdos e torpezas
A transformar todo este brilho [?]
Emanados lá do céu
E assim, depois, em falso vinho
Do pecado [?]