E aí, ruído no ar, sem forma, sem nome
Presente aqui, mas sem comando
Pensamentos cruzam sem direção
Invadem o tempo, roubam o agora
Um fluxo bruto, sem organização
E eu respondo como se fosse verdade
Cada impulso parece uma ordem
Cada sensação vira identidade
Mas algo observa além da reação
Algo em mim não entra na confusão
Eu não sou o ruído, eu não sou reação
Interrompo o ciclo, corto a identificação
Eu não sou o ruído, não sigo a ilusão
Eu assumo o comando, domino a direção
O caos cresce sem direção
Onde falta comando, tudo é invasão
O padrão repete o mesmo roteiro
Vivendo futuros que nunca vieram
Sentindo dores que ninguém causou
Histórias criadas que nunca existiram
Não é o fato, é interpretação
Não é ameaça, é projeção
O que não tem nome começa a crescer
Mas quando eu nomeio, começa a ceder
Eu não sou o ruído, eu não sou reação
Interrompo o ciclo, corto a identificação
Eu não sou o ruído, não sigo a ilusão
Eu assumo o comando, domino a direção
Eu dou nome ao ruído, trago a linguagem ao que surgiu
O que era invisível agora perdeu o domínio
Interrompo o fluxo no exato instante
Não negocio com pensamento invasivo
Eu aplico o corte, retiro a ilusão
Não cedo ao impulso que invade a atenção
Não sigo o medo, não sigo a dor
Não sigo o ruído, eu assumo o comando
Eu não sou o ruído, eu não sou reação
Eu corto o padrão, assumo o comando
Eu não sou o ruído, não sigo a ilusão
O caos perde a forma minha decisão
Nada governa sem permissão
A desordem termina na minha decisão
Silêncio chegou, não é ausência
É ordem viva sobre o caos
Eu não sou o ruído, eu não sou reação
Eu corto o padrão, assumo o comando
Eu não sou o ruído, não sigo a ilusão
O caos perde a forma minha decisão