Nossos corpos são templos erguidos no chão
Onde alma e espírito buscam união
A alma carnal é jovem, no parto ela nasceu
Mas o espírito é eterno, o espírito é Deus
Habita em segredo, cuidando de ti
Orienta os passos, não te deixa cair
É o sopro da vida cujo corpo sustenta
Uma luz dentro do peito, que a paz alimenta
Mas quando um erro é feito diante do seu olhar
E a iniqüidade começa a transbordar
Quando os dons do espírito perdem lugar
Deus vira o rosto e deixa de habitar
E quando a alma perde a luz
No lugar de um, uma legião se introduz
Ele observa nosso agir e nosso pensar
Cada ato escondido diante do altar
Se a maldade supera o que o espírito nos deu
O laço se rompe entre o homem e Deus
O céu se afasta da alma, o silêncio é real
E o templo vazio se torna um portal
Onde havia unidade, agora há multidão
Forças que trazem apenas escuridão
O fruto desse vazio todos já conhecemos
É a dor do mundo que todos tememos
Violência brota, roubo se nota, reféns da morte
É o fim do caminho de quem perdeu o seu norte
Não deixe o templo ficar sem luz
Pois o vazio é o caminho que ao abismo conduz
Quando sai a unidade, a legião quer entrar
Vigia o templo, deixa o espírito habitar