Baiano

Dona Iracema

Tem gente que no sudeste nem tenta esconder
De que só gosta do nordeste no recesso e no lazer

Nem vem com cabra da peste, tenta esconder
Que nordestino só lhe presta pra servir e entreter

Tem gente que no sudeste nem tenta esconder
De que só gosta do nordeste no recesso e no lazer

Nem vem com cabra da peste, tenta esconder
Que nordestino só lhe presta

Hora fala de um povo guerreiro, arretado, que luta na seca e calor
E outrora de outro que vive na rede, na sombra de seu bangalô
Diz que acha bonito o nosso palavreio, mas se o beré inchou
Só quer que as chame patroa ou os chame de senhor

Vixe vixe
Na novela fala vixe

E oxe oxe
Das oito da noite

Fala vixe vixe
Vixe e oxente

Esse povo é patrimônio da cultura
Nem é gente

Tem gente que é sulista e nem tenta esconder
De que só gosta em nossa terra o litoral e o dendê

E vem com rei virgulino, e avexe porque
Lhe apetece esse fetiche, esse bordão, esse clichê

Fala que tem sangue nosso na veia, porque seu tio-avô
Foi parido no sul da Bahia, casou em São Paulo e se criou
Diz que quase não somos nordeste, porque acho que pensa que ou
Aqui só nasce em recife ou se nasce em salvador

Vixe vixe
Na novela fala vixe

E oxe oxe
Das oito da noite

Fala vixe vixe
Vixe e oxente

Esse povo é patrimônio da cultura
Nem é gente

Vixe vixe
Na novela fala vixe

E oxe oxe
Das oito da noite

Fala vixe vixe
Vixe e oxente

Esse povo é patrimônio da cultura
Nem é gente

Vixe vixe
Oxe oxe
Vixe vixe
Oxe oxe
Vixe vixe
Oxe oxe
Vixe vixe
Oxe oxe


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