No poeirão da estrada eu ouvi o berrante chamar
O Sol queimando a pele, mas o peito a se alegrar
Tem cheiro de terra molhada, café no amanhecer
E um velho chapéu de couro guardando o meu viver
Meu pai me ensinou cedo
Respeite o chão que pisa
Pois quem nasce no rodeio
Leva a coragem na camisa
E quando a arena acende
Parece estrela no sertão
Cada tropeiro carrega
Uma história no coração
Essa é a alma do rodeio
Mistura de fé e paixão
É poeira levantando
E a saudade no violão
É o grito da arquibancada
É o boi cortando o chão
É viver com liberdade
Batendo forte no coração
Tem viola chorando alto
Na varanda ao entardecer
Tem promessa e esperança
Pra quem insiste em vencer
Cada fivela brilhando
Conta luta e superação
E até o silêncio da noite
Tem cheiro de tradição
Quem vê só festa não entende
O valor de cada irmão
Tem suor atrás da bota
E verdade em cada mão
Essa é a alma do rodeio
Mistura de fé e paixão
É poeira levantando
E a saudade no violão
É o grito da arquibancada
É o boi cortando o chão
É viver com liberdade
Batendo forte no coração
Essa é a alma do rodeio
Raiz que o tempo não desfaz
É um povo simples e forte
Que não olha pra trás
No compasso da viola
Eu encontro direção
Porque o rodeio não é festa
É alma, sangue e tradição