Não deixe que decidam o que tu é nem o que tu deve ser
Eu decido o que me mantém de pé, esse é meu poder
Pare de pensar e sente o que tá sentindo
Julga o que eu fumo enquanto aperto mais um fino
Não tô perdido, otário, vê se me entende
Eu só vivo um sonho que não te pertence
Não bota o pé no meu corre, só chora enquanto se morde
Quem não tenta é frustrado, enquanto vence quem corre
O medo não me impede de viver a glória
Canetando esses versos eu descrevo a minha vitória
Mergulho em solidão enquanto acendo um fino
E se não for pra vencer, então não existe motivo
Eu faço rap pra não me sentir vazio
Sei que esse sonho não é impossível
Mas me conforto em saber que se eu morrer
Foi correndo por algo que valeu a pena ter morrido
Sente minha respiração, sente o chão
Eu sinto que o meu tempo tá acabando
Eu devia ser melhor, eu devia ser maior
Eu devia fazer mais, eu devia viver mais
Eu devia ser alguém
Eu devia viver
Eu devia, eu devia, eu devia
E se eu não conseguir?
E se eu cair?
Cê vai lembrar de mim?
Manter meu nome vivo por mim?
Por mim
Eu morri em um ponto
Eu não tô bem
Mas eu vou voltar, eu prometo
Eu prometo pra minha cidade toda
Que eu vou fazer diferente de quem veio antes de mim
De onde eu vim tem mais
Tem muito mais
Tem muito ódio
De onde eu vim tem muito mais
Cê se fodeu
De onde eu vim
O diabo vai cair, o diabo vai cair, o diabo vai cair
E ninguém vai desistir
Vai ter que derrubar de um em um
E até lá, eu vou continuar cantando
Desde ontem, desde ontem
Desde ontem, desde ontem
Desde ontem, desde ontem
Desde ontem, desde ontem
Que eu não sinto o meu pulso
Desde ontem, desde ontem
Desde ontem, desde ontem
Desde ontem, desde ontem
Desde ontem, desde ontem