O Que Sobrou da Queda

Cláudio Fontenelle

Caminhei por pontes que o fogo não poupou
No silêncio frio que a alma registrou

Cada sombra falava o que o peito calou
Apenas o peso que o tempo me entregou

Decepção é o rio onde o homem se prova
Eu não me importo com o que a chuva traz

As cinzas do medo não me prendem mais

O que sobrou da queda me fez escapar
Já escapou o Senhor, de encontrar a força que a luta me traz

É a força que a luta me traz
Construir castelos em terra de ninguém

Vi o que era pedra virar desdém
Mas o sopro da vida me leva além

Onde a dor é vida, me leva além
Onde a dor é mestra e o medo não tem

Eu não me importo com o que a chuva traz
As cinzas do medo não me prendem mais

O que sobrou da queda me fez capaz
Já estafo, Senhor, de encontrar a força que a luta me traz

É a força que a luta me traz
Olho para trás sem
Peso no olhar
Sem peso no olhar
O que quebrou?

Eu soube remendar
Eu soube remendar
Eu sou a rocha
Eu sou mar
Eu sou mar
Ninguém me para

Eu vou chegar
Eu vou chegar
Eu não me importo com o
Que a chuva traz
As cinzas do medo não me prendem mais

O que sobrou da queda me fez escapar
Senhor, de encontrar a força que a luta me traz

É a força que a luta me traz
Eu não me importo mais

Não, eu não me importo mais
Eu venci
Eu venci


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