Cidade Cinza (Meio Rio, Meio Minas)

Carina Sandré

Enquanto nasce a poesia
Sigo firme na cidade cinza
De céu vermelho, como alguém descreveu
Nas voltas da vida

Vem mil pensamentos
Aquela trança no cabelo antes do café
O uniforme bem passado
E sonhos de um futuro

Na mochila, bem guardados
De frente ao espelho
Vejo também meus pais
Ele daqui, ela de Minas Gerais

Enquanto segue a poesia
Na cidade, cidade cinza
Meio Rio, Meio Minas
Ao menos pra mim

Faço uma pausa e agradeço
Quando o relógio marca meio-dia
Alguns sonhos adormecidos
Vão despertar feito o Sol

Que invade o céu, nesse pedaço de chão
De frente ao espelho
Vejo também meus pais
Ele daqui, ela de Minas Gerais

De tanta gente vinda de tanto lugar
E quando chega o fim do dia
Aquela luz que eu não via
Quase se confundia com as estrelas
Na cidade da Usina

E a cada passo, vai seguindo
A poesia, na curva do rio
Na cidade
Na cidade

De tanta gente vinda, de tanto lugar
E quando chega o fim do dia
Aquela luz, que eu não via
Quase se confundia, com as estrelas
Na cidade da Usina

E a cada passo, vai seguindo
A poesia, na curva do rio
Na cidade
Na cidade do aço


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