Jeremias 18:6 (Barro Nas Mãos do Oleiro)

Blessed Gabriel

Chego em silêncio, cansado da guerra
O peso do mundo ainda preso em mim
Minhas mãos vazias contam minha história
De quedas, escolhas e noites sem fim

Tentei ser forte do meu próprio jeito
Usei sorrisos pra esconder a dor
Fiz promessas que não consegui sustentar
Me perdi tentando ser quem não sou

Entre erros que o tempo não apaga
E caminhos que não levam pra casa
Descobri que sozinho eu não sei me refazer
Meu orgulho rachou
Minha fé quase acaba

Se ainda existe esperança em mim
Ela não vem de onde eu estou
Se ainda existe um amanhã
É porque Tu não desistiu de quem eu sou

Então me leva a casa do oleiro
Me refaz por dentro e por fora
Quebra o que for preciso quebrar
Mas não me deixa do jeito que eu estou agora

Eu sou barro cansado, rachado, imperfeito
Mas ainda Te pertenço, Senhor
Se é no silêncio da roda que nasce a vida
Então me leva a casa do oleiro
Então eu me rendo ao Teu amor

Cresci ouvindo que fraqueza é pecado
Aprendi a engolir o choro calado
Mas por dentro a alma grita socorro
Enquanto eu finjo que tá tudo controlado

Vi amigos caírem, vi sonhos morrerem
Vi a fé virar só tradição
E no meio do caos eu entendi
Ou eu volto pro oleiro, ou será o meu fim

Não é castigo, é processo
Não é o fim, é reconstrução
O que parece ruína aos meus olhos
É só Tu moldando um novo coração

Então me leva a casa do oleiro
Me refaz por dentro e por fora
Quebra o que for preciso quebrar
Mas não me deixa do jeito que eu estou agora

Eu sou barro cansado, rachado, imperfeito
Mas ainda Te pertenço, Senhor
Se é no silêncio da roda que nasce a vida
Então me leva a casa do oleiro
Então eu me rendo ao Teu amor

Então me leva a casa do oleiro
Me refaz por dentro e por fora
Quebra o que for preciso quebrar
Mas não me deixa do jeito que eu estou agora

Eu sou barro cansado, rachado, imperfeito
Mas ainda Te pertenço, Senhor
Se é no silêncio da roda que nasce a vida
Então me leva a casa do oleiro
Então eu me rendo ao Teu amor

Me quebra
Me molda
Me chama de volta
Se for pra nascer de novo
Que seja nas Tuas mãos o Pai

Quando todos vão embora, Tu permaneces
Quando o mundo cai, Tu ainda és Deus
Antes do juízo, vem o chamado
Antes do fim
Vem o arrependimento

Ainda há barro
Ainda há fôlego
Ainda há tempo de voltar

Então me leva a casa do oleiro
Me refaz por dentro e por fora
Quebra o que for preciso quebrar
Mas não me deixa do jeito que eu estou agora

Eu sou barro cansado, rachado, imperfeito
Mas ainda Te pertenço, Senhor
Se é no silêncio da roda que nasce a vida
Então me leva a casa do oleiro
Então eu me rendo ao Teu amor

Então me leva a casa do oleiro
Me refaz por dentro e por fora
Quebra o que for preciso quebrar
Mas não me deixa do jeito que eu estou agora

Eu sou barro cansado, rachado, imperfeito
Mas ainda Te pertenço, Senhor
Se é no silêncio da roda que nasce a vida
Então me leva a casa do oleiro
Então eu me rendo ao Teu amor

Aqui estou
Sem máscaras
Só barro
Nas mãos do Oleiro


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