Da Roça Pro Mundão

Banda Stallu'S

[Verso1]
Era chão batido, poeira no pé
Uniforme gasto, caderno a canetão
Lampião na mesa, café com pão
Coração sonhando longe do sertão

Mãe dizia: “filho, não desanima”
Pai na enxada, rindo pra não chorar
Ela do meu lado, livro na mão
Promessa na boca, vontade de voar

[Pré-Refrão]
Quando o ônibus passava na estrada de terra
A gente jurava que um dia iria embora

[Refrão]
Da roça pro mundão
De chinelo furado ao jaleco na mão
Ela hoje é doutora, eu virei engenheiro
Quem diria, amor, daquele chão de terreiro
Da roça pro mundão
De caderno molhado de chuva no verão
Hoje a gente olha pra trás, dá risada
A vitória é do caipira que não foge da estrada (ô, trem bão)

[Verso 2]
BH é gigante, medo na voz
Mala de papelão, saudade na rodoviária
Bolsa de estudo, marmita fria
Noite em claro na biblioteca lotada

Ela decorando osso, veia e artéria
Eu levantando prédio só no papel
Mas na pensão pequena, colchão encostado
Nosso abraço apertado era o céu

[Pré-Refrão]
Cada “não” que a cidade jogou na nossa cara
Virou degrau pra subir, tijolo na nossa casa

[Refrão]
Da roça pro mundão
De chinelo furado ao jaleco na mão
Ela hoje é doutora, eu virei engenheiro
Quem diria, amor, daquele chão de terreiro
Da roça pro mundão
De caderno molhado de chuva no verão
Hoje a gente olha pra trás, dá risada
A vitória é do caipira que não foge da estrada (ô, meu bem)

[Ponte]
Cheiro de mato ainda mora na gente
O sotaque agarra em cada paciente
No capacete, na planta, no meu palavrão
Interior de Minas dentro do meu coração

[Refrão]
Da roça pro mundão
De chinelo furado ao jaleco na mão
Ela hoje é doutora, eu virei engenheiro
Quem diria, amor, daquele chão de terreiro
Da roça pro mundão
Agradeço a Deus, agradeço ao sertão
Se a gente venceu, foi na raça, foi na lida
Dois caipira teimoso, dando certo na vida (ô, vida boa)


All lyrics are property and copyright of their owners. All lyrics provided for educational purposes only.