Carrego a vida, sozinha sem rede
Uma menina de seis, e um menino que ainda cresce
Um pai desapareceu, outro não paga o que deve
Mas eu sigo firme, e o amor que me leve
Tribunal decide, mas quem cumpre afinal?
Sou mãe resistente, enfrento o temporal
O choro é meu, mas o peso é do sistema
E cada dia que passa é um poema de dilema
Quatro horas vigiadas, limite de presença
Sou pai presente, mas sinto a ausência
Quero ensinar, abraçar, cuidar sem barreira
Mas a lei trava, é uma prisão verdadeira
Não peço luxo, peço só dignidade
Tempo com meus filhos, justiça de verdade
Ser pai é direito, não um fardo condenado
E cada momento perdido deixa o coração marcado
Dois lados da mesma luta, mas o choro é igual
Pais limitados, mães sem apoio legal
Quem sofre no meio? Criança inocente
Precisa de justiça, precisa de gente
Se eu pai quero estar, devia poder
Se tu mãe carregas, deviam interceder
A balança da lei perdeu direção
Ora pesa demais, ora larga a mão
Enquanto mães lutam e pais tentam chegar
A próxima geração merece respirar
Nós não pedimos luxo, só dignidade
Tempo com os filhos, pensão de verdade
Dois lados da mesma luta, mas o choro é igual
Pais limitados, mães sem apoio legal
Quem sofre no meio? Criança inocente
Precisa de justiça, precisa de gente
Mas eu acredito que a lei vai mudar
Que pais presentes vão poder abraçar
Que mães que lutam sozinhas vão ter apoio real
E nenhuma criança viva num mundo desigual
Juntos podemos, juntos construir
Um futuro onde todos possam existir
A voz de quem luta nunca vai calar
Porque amor de pai e mãe é luz a brilhar