Chegue mais perto, vou explicar
O que acontece quando a noite vem chegar
Perto dà meia-noite, pode acreditar
Os monstros e fantasmas começam a festejar
Tem uns com chifres, olhos de lampião
Tem uns com presas que causam aflição
Uns são gordinhos, outros nem tanto assim
E alguns passeiam sem pele do começo ao fim
Estou dizendo, companheiro, é de arrepiar
Ver tudo aquilo que acontece pelo luar
Quando os fantasmas fazem seu baile sem igual
A festa vira um delírio sobrenatural
Mas existe um que provoca pavor sem comparação
É o terrível cavaleiro sem cabeça em ação
Quando ele cruza campos, bosques e sertão
Carregando a própria cabeça na mão
Os demônios estremecem, fogem sem falar
E procuram bem depressa qualquer outro lugar
Nenhum espectro gosta da sua condição
Ele causa desconforto por toda a região
E jurou que qualquer dia vai mostrar pra multidão
Que ainda consegue arranjar uma nova coleção
O cavaleiro sem cabeça quer uma cabeça
O cavaleiro sem cabeça quer uma cabeça
Feche as janelas, tranque o portão
Ou ele pode escolher você na escuridão
Não pense que ele para pra negociar
Pois se a cabeça servir ele vai levar
Pequena ou grande, tanto faz pra ele
Com cabelo repartido ou peruca na pele
Preta ou ruiva, loura também lhe agrada
Qualquer uma serve pra sua cavalgada
O cavaleiro sem cabeça quer uma cabeça
O cavaleiro sem cabeça quer uma cabeça
O cavaleiro sem cabeça quer uma cabeça
Já passou dà meia-noite, escute com atenção
Melhor permanecer seguro dentro da habitação
Pois lá fora está esperando, cheio de satisfação
(O cavaleiro sem cabeça)
Cuidado
Lá vem ele a galopar
Procurando alguma cabeça pra levar
Então corra sem demora
Sem tentar argumentar
Pois ninguém convence um homem sem cabeça a recuar