A Fonte Gerou, A Vida Renova

Valdiner Pereira

O ideal e a perfeição que a mente inventa
As regras e os dogmas que o mundo sustenta
Parecem distantes da vida real
Longe da força que pulsa na terra
No verde da planta, no bicho, na serra
A nossa riqueza é expandir no final

A ciência procura o que é concreto
O aroma da flor sob o mesmo teto
O frio, o calor, o que o tempo desfaz
O sólido, o líquido, a cor que se espalha
O átomo oculto que nunca falha
Ligando o nosso gene ao infinito e além

Está tudo ligado numa só voz
A mesma energia cuidando de nós
Do átomo ao cosmos, a fonte é uma só
A força divina que pulsa no pó

Ciência e fé num abraço profundo
Unindo o invisível às coisas do mundo

A física estuda o que o olho não vê
No fundo do átomo faz entender
O que mora lá dentro, na imensidão
A engenharia genética mexe e desfaz
Mas o sobrenatural não se apaga jamais
O homem procura o mistério e a razão

É hora de abrir a nossa visão
Sentir o holístico na evolução
Se movemos nele, se nele habitamos
Do bem mais eterno nós todos herdamos

No que é visível, o oculto clareia
A mão do Criador é a paz que nos guie
Não existe fim, nem há despedida
Somos os brotos da Árvore da Vida

A Fonte gerou, a vida renova
A forma se perde, mas a essência é a prova
Porque tudo se une no mesmo compasso
A fé e a razão se encontram no espaço

Uma única fonte alimenta o que há
No céu, na floresta, na terra e no mar

A ciência observa o que o olho alcançou
E a alma se entrega a quem nos criou
Não existe morte, é transformação
Mistério e ciência numa só canção

Na Árvore da Vida, o eterno brotou
Tudo se transforma, nada acabou


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