Imperatriz Leopoldinense - Luizinho Das Camisas

Samba Concorrente

Meu amor
O que habita em mim desabrochou!
Mil peles de quem se revelou
O corpo nu em transe
Veja bem, meu amor
Eu sou a própria arte que provoca
De alma libidinosa
Metamorfose ambulante!
Eu quebro, requebro
Danço, balanço
E não dou descanso
A quem quer me decifrar
Tiro os caretas do conforto
Trago o contorno e a rebeldia no olhar

Sou um pássaro no cio (sou eu, sou eu)
Um desejo bandido, bandido!
Meu amor é visceral
O pecado original
Vem provar o meu feitiço (eu sou, eu sou!)

Se os ventos do sul hoje movem moinhos
E as mulheres de Atenas reinventam caminhos
Eu acho é pouco
Viver como louco
Entre rosas e espinhos
A ave libertária eu sou, o mistério que consome
Aquele que vira, vira, vira lobisomem
Rasgado, suado, sem nenhum pudor
Quebro o protocolo, me atiro em seu colo
Da liberdade, eu sou professor
Pro dia nascer feliz ao Sul do Equador!

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come
Ô, menina eu sou é homem!
Sou é Homem com H!
Faz um carnaval comigo! Remexe os quadris!
Nesse palco iluminado, sou Imperatriz!


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