Meus senhores e senhoras
Emprestem vossa atenção
Caminhando nestes versos
Pisando no meu colchão
Vamos seguir o destino
De um homem sem profissão
De um homem cujo trabalho
Tem sempre que ser à meia
Como aranha se prendendo
Cada vez mais pelas cheias
Violão de coração
Cujas cordas fossem veias
Não vou dizer o seu nome
Nem o seu nome diz nada
Não se faz nascer o dia
Da palavra madrugada
O nome desse que eu canto
Vamos saber na jornada
Só posso dizer que é gente
É vida, é semente, é encanto
É pólen de mil verdades
Na sementeira do espanto
Se agora canto por ele
Vem acompanhar meu canto
Se agora canto por ele
Vem acompanhar meu canto