No vale das sombras, eu só posso ter fé
Em busca da minha chama, minha alma vaga em paz
Fragmentando o tempo, eu me mantenho em pé
Reconhecendo traumas, é um tanto voraz
Pútrida ferida que exala no semblante
A falha na sutura que me lembra o que é real
O que eu fui ontem, o que eu sou hoje
Me torna tão distante, me torna desleal?
Sempre pelo certo, pra não ser o alvo
Sem tantas escolhas, se tornam relativas
Questionando os céus, será que serei salvo?
O que eu me tornei, entre tantas tentativas?
Mantendo a excelência, eu já não tenho medo
Eu vejo meus demônios, são tão previsíveis
Na espera de um erro, me assombram desce cedo
Não falha competência, é um tanto memorável
Com o semblante claro, eu sigo na pureza
As pussy quer jogar e eu sigo na frieza
Eu sou moleque bom mais c mexe com a cabeça
O seu corpo é o vilão de toda essa peça
Se rolar de novo, eu sei que você desce
Sua bunda é maldade, me hipnotiza
Cê (você) fala que me ama e nós finge que acredita
A distância entre nós, agora é o que existe
Carburando gelo, viciado em toxinas
Meu coração palpita, cheio de rancores
Sem roupa e com desejo, ela me instiga
Antes que repita, pegue suas flores
Pra me sentir bem, eu te deixei com as cores
Das cinzas, renasci, só pra me julgar
Eu sei que eles não sabem, te trazer frescores
Entres os seus dramas, eu nem te vi tentar
Eu sei que deu saudade, em outro cê (você) não encontra
E quando a bad bate, sua amiga toma conta
Eu vejo eles falar de qualidade, eu já fiz o dobro
É naturalidade, é aversão de quem faz por rentabilidade
A vida é um sopro, temos pouco tempo e
Sem fugir do tom, buscando contratempos
Mesmo se eu supor, sei que não é o momento
Eu rezo por pureza e sei que são elementos
Mesmo em tudo que compor, ainda falta tempo
Eu luto por clareza, desde que eu me lembro
Eu luto por clareza, desde que eu me lembro