Tango Curitibano

Luis H. Rocha

Em meio ao antigo casario central
O céu azul, a chuva cai, o Sol a brilhar
Devagar, vamos desvendar essa capital
Já foi tupi-guarani, hoje um grande oceano
De imigrantes poloneses, japoneses, italianos
E, procurando bem, até brasileiro tem
É preciso lembrar o tresloucado poeta
Se o Rio é o mar, Curitiba é o Bar

Em Curitiba, me perco em distrações
No mesmo dia, as quatro estações
Em Curitiba, um mar de diversões
Em cada bar, em todos os balcões

É preciso ter alma de peregrino
Para bater ponto em todo o lugar
Começar no Alemão com submarino
No Tubas, no Maneco, a tarde alongar
No Bar Palácio, Old Friends no Pudim
E depois do Zézitos, o conselho é parar
Mas tem ainda o Kapelle e o Bife Sujo
O Saul e o Cardoso, não pode faltar!

Em Curitiba, me perco em distrações
No mesmo dia, são tantas direções
Em Curitiba, um mar de sensações
Em cada lugar, em todas atrações

É noite alta, o vampiro foi dormir
Mas ainda falta, é preciso insistir
No Porão de Noel, lá em Vila Izabel
Dar uma olhada no Lido, no aluguel
E no Gato Preto, o Iglesias, que escarcéu!
Essa cidade é assim, vai tentar todos agradar
Tem escola de samba, com até dois bamba
Que no carnaval vai desfilar no grupo principal

Em Curitiba, me perco em distrações
No mesmo dia, são muitas tradições
Em Curitiba, um mar de tentações
Em cada canto, em todas ocasiões

E ainda há tantas coisas na cidade
Um inventário de boatos, lendas e fatos
O Baile do Pato, o gato Bóris quem vai ver?
Uma moeda ou um beijo? Gilda, o que vai ser?
Feirinha do Largo, capivara por todo lugar
Tira casaco, põe casaco, os bets pode largar
A Boca Maldita, benzer o carro é sorte
Há quem goste, há quem desgoste
Dessa cidade feita para os fortes!


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