Se ela não é Julieta e o castelo não é seu
O que faz ela na sacada?
Se não há nenhum amor e muito menos um Romeu
Por que espera enamorada?
Me conta o que existe de tão seu
Pra essa mão tão apertada
Será a esperança que não morreu?
Ou a lágrima sufocada?
Pra quem é que você canta?
De onde vem o teu refrão?
Por quê tanto se balança
E não tira os olhos do chão?
Do que é feito o pensamento
E o seu tão distante olhar?
Será apenas um lamento
Ou o encanto do teu sonhar?
Tempo passa, tempo passa e o destino desiste
E de alguma maneira você ainda persiste
Sempre parada na beira da sacada
Pra dentro não quer voltar, pra fora não vai pular
Que Monalisa quer fingir?
Ela não chora e não ri
Ela não chora e não ri, ela não chora e não ri
Não chora e não ri, não chora e não ri
Ela não chora e não ri, ela não chora e não ri
Não chora e não ri, não chora e não ri