Hoje eu quero ouvir uma vaneira fandangueira
Ver um gaiteiro feito louco num gaitaço
Abrindo o fole, sofrenando a noite inteira
Na baixaria aliviando meus sogassos
Eu hoje quero uma vaneira das antigas
Daquelas buenas que levantam a polvadeira
Com cheiro de terra e os costumes do meu pago
Cheia de manhas pra me enredar com uma posteira
Eu quero é mesmo me atirar nas candongueiras
Fazer da vida uma bailanta em rancho e flor
Gastar as botas numa vaneira das antigas
Até o dia amanhecer no corredor
Que a gaita chore no ponteio da guitarra
Bem no compasso da peonada bailadeira
E que o gaiteiro não dê trégua pro cansaço
Nem que se tape o salão de polvadeira
Quero viver a alma antiga da vaneira
Fazer da vida um baile grande no salão
Gastar as botas sem pensar na polvadeira
No balanço de uma prenda do rincão
Eu hoje quero uma vaneira das antigas
Daquelas buenas que levantam a polvadeira
Com cheiro de terra e os costumes do meu pago
Cheia de manhas pra me enredar com uma posteira
Eu quero é mesmo me atirar nas candongueiras
Fazer da vida uma bailanta em rancho e flor
Gastar as botas numa vaneira das antigas
Até o dia amanhecer no corredor
Que a gaita chore no ponteio da guitarra
Bem no compasso da peonada bailadeira
E que o gaiteiro não dê trégua pro cansaço
Nem que se tape o salão de polvadeira