Mouraria, que saudade
Das antigas traquitanas
Que deram fama ao Timpanas
E vida e cor à cidade
Junto da velha tipóia
Encostado ao candeeiro
Surgia sempre um pinóia
Pra gritar ao boleeiro
Aos toiros, apronta-me essa boleia
A trote, que a praça deve estar cheia
Arranca, nem que arranques a calçada
Ao romper da madrugada, quero estar em Vila Franca
Quando a malta regressava
A horas mortas da estúrdia
Era tão grande a balbúrdia
Que a Mouraria acordava
E ao findar a desgarrada
Tornava-se a ouvir o brado
Do pinóia que chamava
Ao boleeiro ensonado