Dos meus tempos de criança
Quando inda um clarão de esperança
Me iluminava talvez
Histórias e contos, a rodos
Começavam, quase todos
Sempre assim: Era uma vez
Mas de tanta e tanta história
Uma trago na memória
Dia a dia, numa ânsia
Que é a mais bela talvez
E começa era uma vez
Tal qual as da minha infância
Essa história é a do fado
E sempre tem começado
Com orgulho e galhardia
Com a frase que se espera
Era uma vez a Severa
Que morreu na Mouraria