Corri a noite sozinha
Procurando, em cada esquina
O fado que me ensinaste
Encontrei o vagabundo
Pedindo uma esmola ao mundo
Porque tudo lhe roubaste
Perguntou porque tardei
Disse-lhe que muito andei
E que por ti me perdi
Virou-me o rosto, insolente
Arrogante e indiferente
O fado riu-se de mim
Vejo outros olhos e bocas
A sorrirem, como loucas
Aos beijos, que deitei fora
Procuro, de rua em rua
O fado que me fez tua
Nessa noite, a esta hora