As luzes se apagam
E deixam claro a solidão
Com os olhos fechados
Finjo ver o agora e não o amanhã
Deixei-me levar pelo vento
E agora as lombras se vão
Em vão
Em vão
Crio uma imagem forçada
O futuro, só um prelúdio
Ilustre a fumaça
No sorriso e no percurso
Em um divã a fome do ego é embaçada!
Em um divã a fome do ego é emboscada!
Ah!
Vai dizer que as sobras do que sou
Azedam de manhã
Logo agora que estou quente
E guardado em mim
Acho que tô ficando doido
Acho que tô ficando doido
Acho que tô ficando doido
Acho que tô lombrado
E agora há sombras em vão
No forró interestelar
Eu canto é nas areias
Da cauda dos cometas
Viagens e estrelas