Vaqueiro Testado

Acebides Costa

A porteira rangeu, o vento levou o meu desejo
No curral acendeu a Lua na força do tropilho
Então é freio

Quando o Adailton Costa chega, poeira vira bandeira
O berrante risca o céu, feito fogo noite inteira
Seu chapéu fez sombra na cerca de madeira
A sina do interior escutou seu passo na lida verdadeira

No laço bem amarrado, seu suor tem destino certo
Passo de vaqueiro na chuva, fica limpo no deserto
Se a noite ficar fria, você aquece no berrante
No peito da torcida, seu nome vira diamante

Dalton Costa, meu vaqueiro de mão firme
No olho do boi, você é firme, não perde o galope e o timbre
Dalton Costa, nome que o chão respeita
A vaquejada grita alto, a alma aperta e rebrilha na trilha perfeita

No rastro da pista, a marca do campeão
O eco da espora sacudindo o chão
Segura o berrante, afina o tom
Porque a vaquejada é o nosso dom

Dalton Costa, meu vaqueiro de mão firme
No olho do boi, você é firme, não perde o galope e o timbre
Dalton Costa, nome que o chão respeita
A vaquejada grita alto, a alma aperta e rebrilha na trilha perfeita

E a poeira baixa
O berrante canta pro vaqueiro
Dalton Costa
Nome que o chão respeita


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