E se essa vida inteira, cada dor, cada vitória
Tivesse que se repetir, igual, pra sempre, na mesma história?
Cada erro, cada queda, cada noite mal dormida
De novo e de novo e de novo, a mesma exata vida
Seria peso ou seria festa essa repetição sem fim?
Depende do que eu faço com o tempo que passa por mim
Se eu não amo o que eu vivo, esse loop é uma condenação
Se eu abraço cada instante, ele vira celebração
Não quero uma vida que eu queira apagar
Quero viver de um jeito que eu reveria sem chorar
Cada cicatriz, cada escolha, cada tropeço no caminho
Se eu vivesse de novo, eu queria o mesmo destino
Eterno retorno e eu digo sim de novo
Eterno retorno eu escolho até o osso
Se tudo isso voltasse mil vezes
Eu viveria de novo do mesmo jeito
Não é sobre ser feliz o tempo inteiro, sem tropeço
É sobre amar até a dor que hoje eu não entendo o preço
É sobre olhar pra trás sem vontade de reescrever
Porque cada erro me trouxe até quem eu vim a ser
Não peço uma vida sem cicatriz, sem noite maldita
Peço coragem pra viver tão inteiro que eu repita
Cada escolha, cada queda, cada vitória, cada guerra
Amém à minha própria história, nem que seja eterna
Não quero uma vida que eu queira apagar
Quero viver de um jeito que eu reveria sem chorar
Cada cicatriz, cada escolha, cada tropeço no caminho
Se eu vivesse de novo, eu queria o mesmo destino
Eterno retorno e eu digo sim de novo
Eterno retorno eu escolho até o osso
Se tudo isso voltasse mil vezes
Eu viveria de novo do mesmo jeito
De novo
E de novo
E eu digo
Sim
Não vim pra sobreviver esperando o fim chegar depressa
Vim pra viver tão fundo que a repetição seja promessa
Se o universo é um círculo e tudo volta a acontecer
Que eu seja digno de reviver tudo que hoje eu sou e vou ser
Eterno retorno e eu digo sim de novo
Eterno retorno eu escolho até o osso
Se tudo isso voltasse mil vezes
Eu viveria de novo do mesmo jeito
Sim, de novo, sim